Algumas noções elementares para se pensar o processo de instituição da polícia

Autores

  • Charlles da Fonseca Lucas Academia de Polícia Militar Dom João VI da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.29377/rebesp.v3i2.87

Resumo

Neste artigo procurar-se-á refletir sobre os
processos de instituição e compreensão da polícia
por meio de algumas questões que contemplam,
direta e indiretamente, noções elementares, dentre
as quais: indivíduo/sociedade, Estado/sociedade
civil, público/privado, ordem/desordem, bem/mal,
profissionalização/especialização e práticas/
saberes policiais. Tal propósito objetiva demonstrar
fundamentalmente que o primeiro ato de
policiamento consiste no autocontrole racional,
afetivo e acional, ou seja: (a) que ser policial
transcende um estado profissional, uma vez que
todos os indivíduos são policiais de si e dos outros;
e (b) que os profissionais de segurança pública,
além de policiar a sociedade, também são
indivíduos de uma sociedade de indivíduos com
pensamentos, sentimentos e mobilidade. Para
tanto, privilegiou-se a metodologia qualitativa,
através de entrevistas semi-estruturadas com
policiais e civis do Estado do Rio de Janeiro;
experiências vivenciadas em diferentes instituições;
e leitura/análise cautelosa de estatutos,
regulamentos e demais referências bibliográficas.
Dentre os resultados e conclusões cabe afirmar que
a ética constitui e corta transversalmente as
interações e relações sociais, e, sobretudo, os
modos de ser policial.

Biografia do Autor

Charlles da Fonseca Lucas, Academia de Polícia Militar Dom João VI da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

Mestre em Sociologia (IUPERJ). Especialista em Sociologia Urbana (UERJ), em Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes (USP) e em Políticas Públicas de Justiça Criminal e Segurança Pública (UFF). Especializando-se em Filosofia Moderna e Contemporânea (UERJ) e em Ensino de História e Ciências Sociais (UFF). Licenciado Pleno e Bacharel em Ciências Sociais (Concentração em Sociologia, Ciência Políica e Antropologia - UERJ). Professor de Didática e Administração Educacional do Departamento de Sociedade, Educação e Conhecimento (SSE) da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Sociologia Geral no Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Academia de Políica Militar (APM) Dom João VI da Políica Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), de Sociologia e Filosofia no Centro Integrado de Educação Públicas (CIEP) Pascoal Carlos Magno da Coordenadoria Regional Metropolitana IX da Secretaria Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEE/RJ), de Sociologia no Instituto Padre Leonardo Carrescia (IPLC) e de Sociologia e Filosofia no Colação (GAP). Foi Professor de Sociologia, Sociologia do Trabalho, Sociologia da Cultura, Antropologia Cultural e Filosofia I e II no Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis (CEFETQ/RJ) e Pesquisador e Bolsista da Fundação para Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Sade (FIOTEC) no Departamento de Ciências Sociais (DCS) da Escola Nacional de Sa de Pública Sergio Arouca (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

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Publicado

2009-12-29

Edição

Seção

Artigos