O “ATIRADOR DESIGNADO” E A ATIVIDADE POLICIAL: UM OLHAR CRÍTICO SOBRE OS APARELHOS DE PONTARIA

  • Alcir Amorim Junior Polícia Militar do Estado de São Paulo

Resumo

A evolução do crime requer a busca por novas ferramentas que promovam vantagem operacional frente às adversidades inerentes à dinâmica do teatro de operações. Analisar alternativas, planejar ações e aprimorar procedimentos para responder a um incidente crítico é a fase inicial do sucesso das ações policiais. Para o caso concreto específico, ações criminosas, nas quais, o grande poderio bélico dos infratores é um complicador, seja para conter criminosos, seja para a aproximação dos policiais, nos casos de evidente risco à vida de terceiros, exigem uma resposta rápida, segura e eficaz. Para tanto, especializar e treinar um policial a operar um fuzil de assalto de forma competente, dentro do ambiente urbano, já se tornou imperativo. Sendo assim, algumas tropas em São Paulo vêm introduzindo treinamentos, com base no que se vê, mundo afora, chamado de atirador designado. Função originariamente das Forças Armadas, a pesquisa tratou de conhecer o cerne da doutrina e trazê-la para a realidade policial, com todas suas peculiaridades e necessidades, tendo, por fim, o seguinte objetivo: identificar a viabilidade do policial de uma unidade especializada, com treinamento adequado de balística, portando um fuzil de assalto comum, com munição comum, e com um aparelho óptico adequado, realizar disparos precisos e controlados em médias distâncias. Por fim, foi realizado um teste em campo para conhecer as limitações operacionais impostas pelos equipamentos disponíveis e, a partir daí, traçar um direcionamento para os tipos de sistemas de armas (arma, munição e aparelho de pontaria) possíveis.

Publicado
2021-06-17