PERCEPÇÃO DA AUTOIMAGEM DE MULHERES EM PRIVAÇÃO DE LIBERDADE

Autores

  • Cecília Amorim de Santana Mota Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Juliana Chaves de Mendonça Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Patrícia Pinheiro Cabral Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Paula Santana Marra Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás
  • Antonio Márcio Teodoro Cordeiro Silva Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás, Faculdade da Polícia Militar - FPM
  • Rogério José de Almeida Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás); Faculdade da Polícia Militar (FPM)

DOI:

https://doi.org/10.29377/rebesp.v15i01.512

Resumo

O presente estudo teve como objetivo avaliar os fatores associados à percepção da autoimagem corporal de mulheres em privação de liberdade. Trata-se de um estudo transversal analítico com abordagem quantitativa. Foram utilizados dois instrumentos de pesquisa nas mulheres em privação de liberdade de um presídio feminino em Aparecida de Goiânia/GO, um questionário sociodemográfico e a Escala de Autoimagem Corporal, que avalia a preocupação dessa variável em jovens e adultos. Foram entrevistadas 45 detentas, cuja média de idade era de 34,6 anos, variando entre 20 e 55 anos. São, em sua maioria, casadas (62,2%), com pelo menos um filho (82,2%) e cerca de 51,1% tinham o ensino fundamental completo. De acordo com os escores mensurados pela Escala de Autoimagem Corporal, identificou-se que a maioria (75,6%) das entrevistadas não apresentava distorção de imagem, sendo detectada uma distorção grave em apenas 4 delas, representando 9,8% daquela população. Ao cruzar as informações, não foi encontrada significância entre os dados sociodemográficos e alteração da autoimagem corporal. Porém, quanto aos aspectos pessoais das entrevistadas, foi possível evidenciar que menores escores estavam relacionados com a realização de cuidados pessoais (p = 0,0088), nas que se consideravam bonitas (p = 0,0445) e nas que estavam satisfeitas com o próprio corpo (p = 0,0029). Os resultados demostraram que a variável diretamente ligada a distorção da autoimagem corporal nas entrevistadas é, na verdade, de cunho pessoal, sendo pouco ligada a fatores externos socioeconômicos, ainda que esses não possam ser ignorados. As mulheres que relataram pouco apreço por cuidados pessoais eram as mesmas que afirmaram não estarem satisfeitas com seu próprio corpo, logo, apresentaram maior taxa de distorção da autoimagem. Sustentando o fato de que os fatores internos de cada mulher se sobrepõem ao precário ambiente do cárcere.

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Publicado

2022-01-27