O papel da inteligência no enfrentamento ao crime organizado: a experiência do estado de Santa Catarina

Autores

  • Samia Kamal Genena
  • Tércia Maria Ferreira da Cruz

DOI:

https://doi.org/10.29377/rebesp.v6i1.163

Resumo

O Estado durante anos não conferiu atenção ao sistema prisional como um todo, proporcionando com a sua omissão o surgimento do crime organizado. De encontro ás organizações criminosas foi editada uma legislação que disciplinou o Regime Disciplinar Diferenciado e visou segregar os membros de facções para desarticulá-las enfraquecendo sua atuação tanto dentro quanto fora do âmbito prisional. Recentemente, o Estado de Santa Catarina, além da transferência de presos para unidades prisionais federais optou também pela exaustiva aplicação da atividade de Inteligência salientando sua absoluta relevância no enfrentamento á criminalidade organizada. A atividade de inteligência foi fundamental para subsidiar a investigação criminal, resultando na produção de provas a serem utilizadas em processos penais movidos contra os membros de organizações criminosas. Conclui-se, portanto, que o enfrentamento ao crime organizado não deve ser transitório, mas sim uma ação permanente dos órgãos de inteligência de segurança pública.

Biografia do Autor

  • Samia Kamal Genena

    Perita Criminal do Estado de Santa Catarina, Mestre em Engenharia Elétrica, Pós-graduada em Inteligência Criminal, Graduada em Engenharia de Controle e Automação Industrial e Bacharel em Direito. Atua como Agente de Inteligência na Diretoria de Informação e Inteligência DINI/SSP-SC.

  • Tércia Maria Ferreira da Cruz
    Tenente Coronel Chefe da Agência Central de Inteligência da PMSC, Mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento EGC/UFSC.

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Publicado

2014-05-07

Edição

Seção

Artigos