VAIDADE CRIMINAL

O PODER DA OSTENTAÇÃO

Authors

DOI:

https://doi.org/10.29377/rebesp.v10i2.292

Abstract

A vaidade criminal foi identificada e delineada por José Ingenieros na obra Vaidade criminal e piedade homicida conforme o paradigma positivista da época, entretanto, com as novas formas de comunicação e interação instrumentalizando os anseios de destaque individuais, tornou-se imperativo confrontá-la com teorias criminológicas complexas que expandem a análise abordando elementos, como cultura, estrutura e objetivos sociais, a fim de verificar sua atualidade identificando possíveis alterações de configuração desde a sua abordagem inaugural. No contexto de uma sociedade narcisista e consumista, o crime surge como uma possibilidade de acessar ideais de consumo e de status inacessíveis aos excluídos dessa realização, através dos meios socialmente tolerados. Por sua vez, as novas formas de comunicação e de interação em rede propiciam a autopromoção, que por vezes contribui para que o deleite seja apenas instantâneo além de disseminar a ilusão do sucesso econômico. A imitação, vinculada ao tema por Ingenieros e presente na Teoria da associação diferencial, constitui mecanismo através do qual a percepção do outro e o desejo de protagonismo são combinado em busca de satisfazer a vaidade que almeja os objetivos sociais gerais sem necessariamente abandonar os valores sociais dominantes.

 

Author Biography

  • Cristiane Bianco Panatieri, Federal University of Goiás

    Especialista em Criminologia e Segurança Pública e Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Goiás. Gestora em Segurança Pública pela Universidade Estadual de Goiás. Participa do Projeto de Extensão da UFG "Filhos do Cárcere". É policial Militar no Estado de Goiás. Tem experiência em editoração científica, conciliação e docência. Tem interesse em Criminologia, Segurança Pública e Sociologia Criminal.

Published

2018-06-18

Issue

Section

Trabalhos Monográficos