Os Policiais foram alocados com justiça? A percepção de justiça organizacional sobre a alocação funcional de Agentes e Escrivães da Policia Civil do Distrito Federal.

  • Helder Arns Pedron Universidade de Brasília / Polícia Civil do Distrito Federal
  • Cláudio Vaz Torres Universidade de Brasília
  • Thiago Gomes Nascimento Instituto Superior de Ciências Policiais / Centro Universitário IESB
Palavras-chave: Justiça organizacional, Carreira policial civil, Percepção de justiça na Polícia, Justiça e Alocação, Lotação funcional, Modelo tridimensional de justiça.

Resumo

A percepção de justiça tem sido apontada como um dos aspectos fundamentais a serem investigados nas organizações e que tem implicações diretas para a satisfação dos empregados, seu comprometimento, desempenho, dentre outros fatores relacionados ao comportamento organizacional. Neste estudo se investiga a percepção de justiça com relação à alocação da força de trabalho, ou lotação funcional, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) dentre os postos existentes em sua estrutura, sob o enfoque da abordagem tridimensional de justiça organizacional: justiça distributiva, de procedimentos e interacional. O assunto possui alta relevância tanto para os servidores, os quais possuem diversas motivações para trabalhar em um posto ou outro, quanto para a sociedade, a qual anseia por um serviço público de qualidade. Uma versão adaptada da escala de percepção de justiça organizacional (Mendonça et al., 2003) foi administrada a 125 policiais dos dois maiores departamentos de atividade fim da PCDF. Análises fatoriais exploratórias e confirmatórias sugeriram que a estrutura fatorial da escala foi adequada para descrever a percepção de justiça organizacional na instituição. Os policiais relataram mais justiça interacional (M=3,01; DP= 1,09); seguida pora justiça distributiva (M=2,19; DP= 1,04); e justiça de procedimentos (M=2,10; DP= 1,02). Foi observada diferença significativa em relação à justiça distributiva e de procedimento, de maneira que os policiais do Departamento de Polícia Circunscricional relataram maior percepção de justiça quanto às lotações do que os do Departamento de Polícia Especializada. Observou-se ainda que as mulheres perceberam mais justiça distributiva do que os homens. Os resultados são discutidos em termos de inovação nos mecanismos de alocação da força de trabalho, considerando-se os efeitos da percepção de justiça organizacional sobre os policiais.

Biografia do Autor

{$author}, Universidade de Brasília / Polícia Civil do Distrito Federal
Graduado em Direito pela Faculdade de Ciênicas Sociais Aplicadas de Cascavel (2002). Atualmente é Delegado de Polícia - Polícia Civil do Distrito Federal, pós-graduando em Especialização em Gestão de Segurança Pública pela Universidade de Brasília.
{$author}, Universidade de Brasília
Possui graduação em Psicologia pela Universidade de Brasília (1988), mestrado em Psicologia pela Universidade de Brasília (1991) e Ph.D. em Industrial Organizational Psychology - California School of Professional Psychology (1999), pós-doutorado em Marketing pela Griffith University, Austrália (2004), pós-doutorado em Cross-cultural Research pela University of Sussex, Inglaterra (2009) e pós-doutorado em Cross-cultural Psychology and Human Values pela Hebrew University of Jerusalem, Israel (2013). Professor Associado da Universidade de Brasília.
{$author}, Instituto Superior de Ciências Policiais / Centro Universitário IESB
Doutor em Ciências de Gestão pela Escola Doutoral de Ciências Econômicas e de Gestão da Aix-Marseille Université (AMU, França) e Doutor em Administração, com foco em Inovação e Estratégia, pela Universidade de Brasília (UnB, Brasil). Realizou Pós-doutorado em Administração Pública, com ênfase em Criminologia Comparada, pelo Centro de Administração e Políticas Públicas do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (CAPP/ISCSP/ULisboa, Portugal). É Mestre em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília. Coordenador do Mestrado Profissional em Gestão Estratégica de Organizações e Professor dos Cursos de Administração e Gestão do Centro Universitário Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB). Auta, ainda, como Professor do Instituto Superior de Ciências Policiais (ISCP) e Pesquisador Associado do Programa de Pós-graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações da Universidade de Brasília (UnB) onde realiza Pós-doutorado em Psicologia Organizacional, com bolsa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF). Oficial Intermediário, no Posto de Capitão QOPM, da Polícia Militar do Distrito Federal.
Publicado
2018-06-18
Seção
Artigos